O livro-carta
A narrativa é escrita em forma de carta dirigida ao leitor. O autor conversa, brinca, explica uma palavra difícil no meio da conversa e propõe desafios. Não há exercício obrigatório: há convite.
“Ler e escrever com prazer.”
O Livro-Carta-Mural é um programa que recupera a arte do folhetim para dentro da escola: uma história é publicada em capítulos, um a cada dia, afixada no mural do corredor e da sala de aula, e entregue ao aluno em uma folha personalizada com o nome pelo qual ele gosta de ser chamado — folha que ele leva para casa e lê com a família.
O per·cur·so leva para a tela o que o mural faz na parede: desafios de palavras, jogos de leitura e propostas de escrita construídos a partir das mesmas narrativas do programa. Cada trilha acompanha o ritmo dos capítulos — o aluno joga, escreve e volta para a história.
Entrar na plataforma Saber maiswww.livrocartamural.com.br/percurso/
O que é
O programa não exige laboratório, biblioteca renovada nem grande investimento. Exige constância — e três materiais que conversam entre si.
A narrativa é escrita em forma de carta dirigida ao leitor. O autor conversa, brinca, explica uma palavra difícil no meio da conversa e propõe desafios. Não há exercício obrigatório: há convite.
A mesma história, em formato A3, vai para o mural do corredor antes do início das aulas. Toda a escola lê — inclusive quem não está na turma. É o efeito contágio que o programa aprendeu a valorizar.
Cada aluno recebe sua folha em A4, personalizada com o nome pelo qual gosta de ser chamado. Ao final da história, o conjunto de folhas já é o livro dele. A família entra na leitura sem precisar ser convocada.
Percurso já realizado
Do primeiro teste-piloto, em 2006, até a aplicação em rede, o programa foi ajustado a cada ano com professores, equipes pedagógicas e famílias.
Primeiro teste-piloto, na Escola Estadual Juscelino Kubitschek, com 570 alunos
Escolas municipais e estaduais de Porto Velho envolvidas na execução do programa
Alunos atendidos entre 2009 e 2018, no Ensino Fundamental, EJA e Ensino Médio
Dissertação de mestrado dedicada à análise do programa (UNIR, 2015)
Entre o primeiro esboço do formato livro-carta, em 1997, em carta dirigida ao meu filho, e a presença do material lúdico-literário-pedagógico nas escolas, lá se vão 14 anos. Abel Sidney, “Tempo de maturação”, 2011
Para quem
Uma ação continuada de leitura e escrita que atravessa todas as disciplinas, com custo baixo e sem depender de acervo novo. A equipe pedagógica participa desde a formação inicial.
Guias de orientação capítulo a capítulo, sugestões de leitura dramatizada, propostas de produção textual e atividades para o mural entre uma história e outra.
A história chega em casa todo dia, em uma folha com o nome da criança. Pais, irmãos, tios e avós entram na leitura — e muitas vezes viram personagens das atividades propostas.
Materiais
Cada história tem entre 5 e 14 capítulos, seção de carta, seção de narrativa e a seção de interação com o leitor, chamada Brincando com as palavras.
Vó Emília, vô João e uma família inteira em uma vila. Nomes, números, árvore genealógica e relações familiares.
Memória, tempo e história local: os ciclos da borracha, os soldados da borracha e a formação de Rondônia.
Um menino de 9 anos, uma coruja chamada Athena e a discussão sobre o cuidado com os animais.
Jogos de palavras, pronomes, cinema e humor para turmas maiores. Segredos que todo mundo já sabe.
A implantação começa com uma conversa com a direção e uma reunião de trabalho com professores e equipe pedagógica. A partir daí, o programa se ajusta ao planejamento já existente da escola.